Como pode um livro escrito há tanto tempo, um assunto tão trivial e com personagens tão prosaicos fazer eco por tanto tempo? Respondo. Nenhuma das questões abordadas pela obra foram respondidas. nem com relação à brasilidade, nem aos pobres, ou mesmo o governo deixou de ser injusto - posto que autoritário todo governo, assim é a própria natureza do poder. Poder este que é o fim do pobre personagem título, que ama o Brasil apaixonadamente, ama-o a ponto de pôr uma venda sob seus próprios olhos, ama-o tanto que não percebe que o grande o problema do país não são as saúvas. O grande problema é o brasileiro: de alto a baixo, de leste a oeste, os que foram e os que virão. O caminho que percorremos junto a Policarpo é o da descoberta de um Brasil sem Brasil. Da fábula à realidade. Da emoção ao susto. Do Galvão Bueno ao Euclides da Cunha. No mais, o triste fim que aponta o título é apenas o começo da nossa república, regime que, caso os senhores nunca tenham pensado sobre, iniciou-se com um golpe militar. Que Deus nos ajude. Excelente leitura!Este é um blog pessoal, mas pode ser muito mais que isso. Uma propaganda de clássicos da literatura (ou não tão clássicos) (ou nem tão literatura), mas algumas indicações em poucas palavras do que me emociona em cada um dos livros que li, do meu percurso de bibliófilo, da minha vida voltada aos livros. Um ponto de partida virtual. A grande questão ao público neste espaço é sempre a mesma: Por que ler este livro?
sexta-feira, 22 de julho de 2016
O triste fim de Policarpo Quaresma - Lima Barreto
Como pode um livro escrito há tanto tempo, um assunto tão trivial e com personagens tão prosaicos fazer eco por tanto tempo? Respondo. Nenhuma das questões abordadas pela obra foram respondidas. nem com relação à brasilidade, nem aos pobres, ou mesmo o governo deixou de ser injusto - posto que autoritário todo governo, assim é a própria natureza do poder. Poder este que é o fim do pobre personagem título, que ama o Brasil apaixonadamente, ama-o a ponto de pôr uma venda sob seus próprios olhos, ama-o tanto que não percebe que o grande o problema do país não são as saúvas. O grande problema é o brasileiro: de alto a baixo, de leste a oeste, os que foram e os que virão. O caminho que percorremos junto a Policarpo é o da descoberta de um Brasil sem Brasil. Da fábula à realidade. Da emoção ao susto. Do Galvão Bueno ao Euclides da Cunha. No mais, o triste fim que aponta o título é apenas o começo da nossa república, regime que, caso os senhores nunca tenham pensado sobre, iniciou-se com um golpe militar. Que Deus nos ajude. Excelente leitura!
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