Somos todos psicopatas. Não conseguimos olhar os semelhantes, percebê-los, reconhecê-los como tais. Taí o livro. Uma fábula alucinada, de tirar o fôlego. Num texto pontuado por vírgulas e com personagens nomeados pelo que representam: a mulher do médico, o primeiro cego, o médico, etc. Um homem fica cego de uma cegueira branca, logo depois outro e outro mais, contaminados todos o que sobrará de nós? O que faremos com quem pode ver? Seguir-lo-emos? Ignoraremos? Trucidaremos? Neste livro Saramago alcança o ápice de seu gênio: o contador de histórias. Lança mão disso para mostrar a todos que não somos tão bonitos quanto sonhamos. Nem somos tão humanos. Poderia passar horas escrevendo sobre este título, mas sua leitura hipnótica dirá sempre mais.
http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras/upload/e_livros/clle000123.pdf
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