Este é um blog pessoal, mas pode ser muito mais que isso. Uma propaganda de clássicos da literatura (ou não tão clássicos) (ou nem tão literatura), mas algumas indicações em poucas palavras do que me emociona em cada um dos livros que li, do meu percurso de bibliófilo, da minha vida voltada aos livros. Um ponto de partida virtual. A grande questão ao público neste espaço é sempre a mesma: Por que ler este livro?
domingo, 31 de julho de 2016
O cortiço - Aluízio Azevedo
Eneida - Virgílio
sexta-feira, 29 de julho de 2016
O grande Gatsby - Scott Fitzgerald
Hamlet - William Shakespeare
A profundidade da alma humana contida num personagem. Hamlet é mais que uma história de vingança, mais que uma desilusão amorosa (pobre Ofélia), muito mais até que o próprio Shakespeare. O príncipe da Dinamarca recebe uma mensagem do além túmulo, o fantasma de seu pai quer vingança. O irmão do morto matara-o e além de usurpar o trono casou-se com a rainha. OU antes, casara com a rainha para tomar o trono, com o corpo e a cama ainda quentes. Será possível? Será possível ver um espírito? Não o do finado que aparece em formado espectral logo nas primeiras cenas, mas o espírito de Hamlet, que vai se turvando cada vez mais ao longo das cenas, dos atos. Até o final fatal, maravilhoso, cruel, mortal e nada surpreendente. Ótima leitura!Grande sertão veredas - João Guimarães Rosa
O falcão maltês - Dashiell Hammett
Pigmaleão - George Bernard Shaw
Bernard Shaw pegou uma história da mitologia e transformou-a em um linda história de amor. No Pigmaleão mitológico temos uma estátua esculpida por este na tentativa de criar a mulher perfeita, no texto de Bernard Shaw há uma florista sendo transformada pela educação por um personagem que não está interessado na busca pela mulher ideal, apenas quer provar que conseguiria educar alguém do povo. Não é surpresa a ninguém quando depois da transformação realizada o criador cai de amores pela criatura. Hoje parece óbvio e um tanto batido, mas Shaw, ao buscar raízes mitológicas para sua criação literária, estabeleceu um novo paradigma que se repete até hoje em filmes, peças, novelas e séries de TV. Bom livro!
http://www.desvendandoteatro.com/textosclassicos.htm#932287227
quarta-feira, 27 de julho de 2016
Mixto Quente - Charles Bukowski
Você escolhe um livro pra ler e se depara com a história de um moleque babaca e cheio de espinhas, mas não qualquer espinha. Furunculos enormes na cara, ajudando a moldar sua personalidade. Por vezes as questões se aprofundam, a virgindade é um grande problema, outras o simples contato com as pessoas "caminhando com seus sovacos e cus" ou as meninas bonitas de longe, mas que não valem dez minutos de uma boa conversa. O livro é narrado em primeira pessoa, podia muito bem não haver um personagem bêbado nos relatando tudo isso. O alter ego do escritor, por vezes, nem faz questão de se esconder, ou se disfarçar: Bukowski é um personagem de si mesmo.
http://charlesbukowskipdf.blogspot.com.br/
Otelo - William Shakespeare
http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/otelo.pdf
Madame Bovary - Gustave Flaubert
A revolução dos bichos - George Orwell
Há livros que conseguem o que este conseguiu. São raros, mas existem. Falo de um tipo de obra em que cada palavra é tão fundamental, cada personagem tão bem construído, cada ação tão pormenorizadamente posta que parece ter sido fácil escrever, porque o ler definitivamente é. E é impossível sair deste livro da mesma forma que entrou. "São todos, porém alguns são mais iguais que os outros". No enredo que mostra como as revoluções tomam o o poder e o converte em proveito próprio. A fazenda da história é uma grande fábula de crítica ás revoluções de posicionamento marxista como a Russa e como a cada novo movimento do poder estabelecido o afastamento dos ideários ficam mais evidente. Melhor que tentar explicar o Brasil pós 2002, ler a "Revolução dos bichos" e trocar o personagem Napoleão por um certo senho de barba.
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