Há livros que conseguem o que este conseguiu. São raros, mas existem. Falo de um tipo de obra em que cada palavra é tão fundamental, cada personagem tão bem construído, cada ação tão pormenorizadamente posta que parece ter sido fácil escrever, porque o ler definitivamente é. E é impossível sair deste livro da mesma forma que entrou. "São todos, porém alguns são mais iguais que os outros". No enredo que mostra como as revoluções tomam o o poder e o converte em proveito próprio. A fazenda da história é uma grande fábula de crítica ás revoluções de posicionamento marxista como a Russa e como a cada novo movimento do poder estabelecido o afastamento dos ideários ficam mais evidente. Melhor que tentar explicar o Brasil pós 2002, ler a "Revolução dos bichos" e trocar o personagem Napoleão por um certo senho de barba.
Este é um blog pessoal, mas pode ser muito mais que isso. Uma propaganda de clássicos da literatura (ou não tão clássicos) (ou nem tão literatura), mas algumas indicações em poucas palavras do que me emociona em cada um dos livros que li, do meu percurso de bibliófilo, da minha vida voltada aos livros. Um ponto de partida virtual. A grande questão ao público neste espaço é sempre a mesma: Por que ler este livro?
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário