Há momentos da vida em que se deseja ser outra outra coisa, um questionamento esquisito que nos aprisiona e nos empurra para um cômodo da casa, em geral o quarto. Lá ficamos matutando e maturando até que percebemos que há no mínimo dois seres em nós: o ser tranquilo que caminha com o bando e o lobo das estepes. Aquele que não aceita, que grita, que se esgota, e retorna. Mais ou menos isso. Neste livro em que o personagem racionaliza tanto essa dor existir, que hoje parece um clichê, mas que não o é, ele diz que porá um fim a vida quando completar cinquenta anos. Talvez por ser a idade que sabemos que a maioria de nós já passou pela metade e é muito duro aguentar esse tipo de fato sem se desesperar. O desespero? Vá fundo. O lobo das estepes vaga.
Este é um blog pessoal, mas pode ser muito mais que isso. Uma propaganda de clássicos da literatura (ou não tão clássicos) (ou nem tão literatura), mas algumas indicações em poucas palavras do que me emociona em cada um dos livros que li, do meu percurso de bibliófilo, da minha vida voltada aos livros. Um ponto de partida virtual. A grande questão ao público neste espaço é sempre a mesma: Por que ler este livro?
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