Quem vai ao teatro hoje se depara com atores saindo do palco, questionando diretamente os expectadores, focos inesperados, quebra da quarta parede, textos sem um final, anti clímax, desestrutura do enredo e tudo o que faz a festa de uma vanguarda que já nem é mais tão vanguarda assim. Pois bem, isto tudo começou em Beckett. E esperando Godot é um dos marcos principais do pensamento contemporâneo no mundo. Dois personagens em dois atos esperam pelo personagem título, o tal do Godot. Mas não sabem se aquele é o local adequado, se é o horário certo, ou mesmo o dia correto. Um senhor e seu servo chegam e viram material de observação dos personagens iniciais, mas e o Godot? Onde estará? Com uma vida inserida no cotidiano, passando os dias no calendário como se fôssemos eternos, esperar é o que de mais trivial fazemos. E Beckett nos lembra de que a vida não é a chegada do que se espera, mas a perpétua esperança e evntual frustração por nunca se ter o objeto da espera. Excelente leitura!
Este é um blog pessoal, mas pode ser muito mais que isso. Uma propaganda de clássicos da literatura (ou não tão clássicos) (ou nem tão literatura), mas algumas indicações em poucas palavras do que me emociona em cada um dos livros que li, do meu percurso de bibliófilo, da minha vida voltada aos livros. Um ponto de partida virtual. A grande questão ao público neste espaço é sempre a mesma: Por que ler este livro?
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário